Homossexualidade, Comunidade LGBT e a Cultura dos Santos dos Últimos Dias - Atualidades | Intérprete Nefita

Homossexualidade, Comunidade LGBT e a Cultura dos Santos dos Últimos Dias

Uma análise do tema cujo objetivo não é relevar ou ignorar os mandamentos de Deus, mas expandir o horizonte de compreensão e fortalecer a inclusão e o amor para com estas pessoas.


Por Lukas Montenegro 27 de Novembro de 2021
Homossexualidade, Comunidade LGBT e a Cultura dos Santos dos Últimos Dias

As últimas décadas (especialmente a partir do começo do século XXI) viram um crescimento intenso do combate a discriminação e apoio a igualdade de direitos para a comunidade LGBT. Para se ter uma ideia, em 2003 cerca de 33% dos americanos apoiavam o casamento (como contrato legal) entre pessoas do mesmo sexo. Pesquisa semelhante, realizada em 2013, mostrava um crescimento para 49%. Até 2019, esse número havia galopado para 61%, com mais de 70% da parte adulta mais jovem da população (entre 18-32 anos) favorável ao tema [1,2].


Apesar do evangelho de Jesus Cristo não se moldar às demandas populares, esse crescimento tem sim importância: o tema torna-se mais difícil de ser ignorado e requer uma quantidade maior de tempo, flexibilidade e tato por parte da liderança da Igreja para discuti-lo, especialmente com os jovens. Atualmente é raro acontecer um Cara a Cara, devocional ou outro evento semelhante com autoridades gerais onde o tema não é um dos principais da pauta ou das indagações dos participantes. Uma das últimas edições da revista de maior circulação da Igreja, Liahona, trás um artigo de opinião consideravelmente extenso sobre o tema de "Entender e Incluir" nossos irmãos e irmãs LGBT [3]. 


Já foi mencionado que a doutrina da Igreja não segue tendências políticas ou sociais, mas uma coisa é a doutrina e outra é a "cultura" dos membros da Igreja. A cultura, em seu significado mais amplo, não se prende necessariamente à verdades objetivas ou princípios fixos (apesar de se basear muitas vezes nesses), mas à tradições, convenções ou tendências comportamentais que se tornaram majoritárias. Devido à sua natureza, a cultura (inclusive a dos membros da Igreja) é, de fato, adaptável e mutável.


O presente momento parece ser um desses de adaptação. Tem sido difícil, especialmente para os membros de idade mais avançada, acompanhar tais mudanças, à medida que a cultura dos Santos dos Últimos Dias muda de um foco centrado na mera prática sexual ou conduta pecaminosa, para uma visão mais abrangente, voltada também para o apoio e inclusão do indivíduo e para um entendimento moderno da homossexualidade. Abaixo seguem alguns tópicos importantes que podem ajudar os leitores a ter uma visão mais precisa do tema e de sua importância.

 

 

1. Perspectiva Científica

 

Pela maior parte da história, comportamentos diferentes da heterossexualidade foram estigmatizados das mais diferentes formas: desvios da natureza, o resultado de abusos sofridos na infância, problemas psíquicos, uma expressão da promiscuidade ou falta de moralidade do indivíduo, etc. Até boa parte da segunda metade do século XX, "terapias" ou "tratamentos" para correção de tendências ou sentimentos homossexuais ainda eram realizadas por profissionais de saúde, com a visão de que a homossexualidade fosse de fato uma enfermidade da mente.


Hoje temos um conhecimento mais preciso desses temas, baseados tanto na genética quanto na psicologia. Da Sociedade Americana de Psicologia, por exemplo, lemos que: 


"Desde 1975, a Sociedade Americana de Psicologia tem conclamado psicólogos a tomarem a iniciativa de remover o estigma de 'doença mental' que desde muito tem sido associado com a orientação de gays, lésbicas ou bissexuais".


Mais adiante, a APA continua: 


"A pesquisa não encontrou nenhuma associação inerente entre qualquer uma dessas orientações sexuais e psicopatologia (...). [Todas] foram documentadas em muitas culturas e épocas históricas diferentes".


E finaliza:


"Todas as principais organizações nacionais de saúde mental expressaram oficialmente preocupações sobre as terapias promovidas para modificar a orientação sexual. Até o momento, não houve nenhuma pesquisa cientificamente adequada para mostrar que a terapia voltada para a mudança da orientação sexual (às vezes chamada de terapia reparadora ou de conversão) é segura ou eficaz" [4].


Assim, a evidência preponderante atesta que a homossexualidade não é uma psicopatologia ou doença mental de qualquer espécie. Apesar disso, ainda não há entendimento estabelecido sobre as reais causas, no sentido biológico, para tal tendência. Do ponto de vista evolutivo e genético é difícil compreender esse tema, visto que no caso da heterossexualidade existe uma vantagem reprodutiva na manifestação da atração pelo sexo oposto, mas no caso da homossexualidade aparentemente não.


Atualmente existem diversos grupos de pesquisa trabalhando para entender melhor as possíveis causas naturais da homossexualidade. Um grupo em particular, liderado pela Professora Andrea Ganna do Broad Institute, MIT, analisou "quase meio milhão de genes e revelou cinco marcadores no DNA associados com o comportamento sexual - mas nenhum deles com capacidade de prever a sexualidade de um individuo" [5,6]. A conclusão dela é que dados adicionais precisarão ser coletados para uma opinião mais firme no assunto.


Assim, apesar de sabermos o que a homossexualidade não é, ainda não sabemos o que ela é no ponto de vista científico. Também não há qualquer entendimento revelado doutrinariamente a respeito do tema. Membros da Igreja devem ser cautelosos em fazer especulações e não contribuírem na disseminação de mentiras. 

É importante destacar que esse enigma científico não é posto somente em relação aos seres humanos. Existem diversas espécies de animais que exibem comportamento homossexual, notavelmente outros primatas e certas espécies de aves. 


Um exemplo notável é o dos pinguins. George Murray Levick, zoólogo famoso por, em 1910, estudar em detalhes a maior colônia de pinguins Adélie do mundo, descreveu em seu tratado, "Os Hábitos Sexuais do Pinguim Adélie", diversos casos de práticas sexuais entre machos. Recentemente dois pinguins machos da raça "Gentoo" ficaram famosos no Aquário de Sidney, Austrália, por associarem-se como um casal heterossexual faria, construindo um ninho juntos e então adotando um ovo abandonado, cuidando dele até chocar e depois divindo  o cuidado do filhote [7].

Até aqui, discutiu-se as tendências sexuais, como a homossexualidade e a bissexualidade. Outra parte da comunidade LGBT inclui a identidade de gênero. Por exemplo, na sigla "transgênero", incluem-se pessoas que se identificam com um gênero diferente do biológico. Um entendimento científico deste assunto é ainda mais escasso em termos de dados [8], e o avanço da pesquisa sofre principalmente pelo preconceito e a disseminação de opiniões falsas sobre o assunto [9]. Portanto, muito do que já foi e será discutido neste artigo será focado nas tendências sexuais, não de identidade.

 


2. Uma Perspectiva Histórica

 

Para alguns membros da Igreja, em parte devido à desinformação das redes sociais, pode parecer que a comunidade LGBT tem buscado um 'status' especial na sociedade, em termos de privilégios ou direitos adicionais diante da lei. Conquanto nenhum grupo é 100% homogêneo e certamente há exceções e abusos, a verdade é que a grande maioria dessas pessoas têm buscado somente igualdade de oportunidades e respeito, muitas vezes negados à elas não por sua qualificação ou mérito, mas por sua mera orientação sexual. 


Historicamente, a comunidade LGBT foi um dos grupos mais perseguidos em todas as partes do mundo. Atualmente, treze países ainda tratam a homossexualidade como um crime capital - ou seja, culpados podem ser sentenciados à morte [10]. Mesmo em países como os Estados Unidos ou a Grã-Bretanha, até os anos 60, ainda existiam penas segundo a lei para quem fosse culpado de se relacionar com alguém do mesmo sexo, inclusive prisão e castração química. Na verdade, até uma decisão da Suprema Corte dos Estados unidos em 2003, quatorze estados americanos ainda tinham algum tipo de restrição legal à homossexuais [11]. 


Um caso trágico foi o do matemático Allan Turing, considerado um dos pais da computação moderna. Entre suas extraordinárias contribuições à ciência e a tecnologia, tanto para a teoria da computação, matemática e inteligência artificial, destaca-se o desenvolvimento, no começo dos anos 40, da bomba eletromecânica, responsável pela quebra da criptografia nazista que permitiu aos aliados melhor planejamento tático que levaria à vitória na guerra. 


Mesmo com esse currículo, Turing foi condenado em 1952 por "atos homossexuais" e forçado à uma terapia hormonal para que não fosse preso. A terapia, cujo propósito era "reduzir seu libido", era a base de estrogênio (hormônio feminino) que acabaria por deixá-lo impotente e crescer-lhe as mamas. Turing perdeu seu emprego como consultor de criptografia para o governo inglês e foi proibido de viajar para os Estados Unidos. Ele cometeria suicídio naquele mesmo ano, 16 dias antes de seu aniversário de 42 anos [12].


Este exemplo, assim como diversos outros, são combustível para clarificar o porquê muitas vezes pode parecer que a comunidade LGBT está "se esforçando demais" por igualdade e tolerância. O que na verdade acontece é que o esforço é proporcional ao peso histórico do preconceito contra eles, construído por séculos e sento aliviado somente nas últimas décadas.  O que se considera "exagero" em algumas situações pode ser somente a falta de uma compreensão mais abrangente sobre os traumas, limitações e outras situações passadas por pessoas e comunidades inteiras.   

 


3. Um Olhar mais Amplo

 

Os dois tópicos acima têm como principal objetivo ampliar nossa visão sobre quem são essas pessoas e sobre o que já sofreram (e continuam sofrendo) ao longo da história. Analisar a situação atual, de relativa tolerância, e concluir que sua busca por respeito e igualdade é desnecessária ou exagerada é cometer um equívoco profundo e ignorar um contexto histórico influente. A verdade é que mesmo com todos os recentes avanços, ainda estamos longe do ideal. No ano de 2019, o Brasil registrou 329 mortes - 297 homicídios e 32 suicídios - associados somente com a preferência sexual ou identidade de gênero das vítimas [13].


Os membros da Igreja de Jesus Cristo, que contam com a inspiração divina para possuir uma percepção mais elevada de todas as coisas, deveriam liderar o debate e o esforço nos círculos religiosos para melhor compreender a temática LGBT e tratar com respeito e cuidado essas pessoas como membros da família humana. Entretanto, infelizmente, muitos membros da Igreja encontram-se no lado oposto do debate, contribuindo em ridicularizar e oprimir. A exortação aqui é para que tenhamos um olhar mais amplo para este assunto. Um olhar mais amplo não significa relevar ou ignorar os mandamentos, mas tratar a questão com responsabilidade e devido tato, e não baseados em enganações e preconceitos infundados.


Até aqui tratamos de tópicos que causam confusão nas pessoas em geral. Torna-se interessante tratar, como parte de um olhar mais amplo, pensamentos equivocados que ainda existem especificamente entre membros da Igreja. Selecionei três principais. 


I. "Casar resolverá seu problema".  Ainda existem muitos membros da Igreja, inclusive líderes, que acreditam que alguém que possui sentimentos por pessoas do mesmo sexo podem reprimir tais tendências "forçando-se" a gostar do sexo oposto, inclusive casando e constituindo família. Conquanto não haja problema na decisão particular de uma pessoa em se casar  caso deseje, entrar no matrimônio sobre a promessa (ou pressão) de que isso resolverá alguma coisa pode criar um problema muito maior. Poderá trazer condições psicológicas sérias como ansiedade e depressão, tanto para o indivíduo quanto para seu cônjuge, à medida que a vida marital se mostra insuficiente e não plenamente gratificante. Isso é peculiarmente triste se filhos forem gerados num casamento nestas condições.


II. "Sua experiência é igual a dos demais solteiros". Esse é um comentário particularmente insensível por parte de alguns, que comparam um membro homossexual com um membro solteiro, heterossexual, que nunca casou e talvez nunca case, e, portanto também teria as mesmas obrigações e frustrações. Essa visão simplista das coisas, razoavelmente correta no quesito celibato, ignora todas as outras facetas do problema de ser homossexual nos dias de hoje. Ignora, entre outras coisas, o profundo fator histórico e social de preconceito e perseguição não experimentada por membros solteiros heterossexuais. A satisfação sexual é somente uma (e provavelmente não a principal) das dificuldades encontradas por membros LGBT. É, portanto, uma percepção falha e que deve ser abandonada.


III. "Sua criação deve ter influenciado nessa tendência". Talvez o mais cruel dos três pensamentos, algumas pessoas ainda acreditam na ideia de que a homossexualidade é resultado da forma particular em que a pessoa foi criada (como por exemplo, em um lar onde não há outra figura masculina). Outras acreditam até que pessoas de desenvolvem atração pelo mesmo sexo devem ter sofrido algum tipo de abuso na infância. Não existe qualquer base factual para acreditar em quaisquer das duas afirmações.

 

Para aqueles que ainda defendem alguma dessas falácias (ou outras de natureza semelhante), esta é a hora de fazer uma reflexão mais profunda sobre o assunto e abandonar tais visões.

 


4. Mudanças Recentes na Política da Igreja

 

Na Igreja de Jesus Cristo, a principal forma de ensinar é através do exemplo. A necessidade de mudar nossa atitude e comportamento acerca de nossos irmãos LGBT não é um pensamento extremista ou isolado de um setor particularmente liberal de membros da Igreja. É um comprometimento impulsionado pela liderança geral em seus discursos e devocionais, e principalmente através das mudanças recentes realizadas na política e procedimentos oficiais da Igreja de Jesus Cristo. Aqui citamos três mudanças principais e recentes no assunto:

 

I. Em abril de 2019, a primeira presidência alterou o 'status' de relações homossexuais, até então consideradas "apostasia" para "transgressão sexual", assumindo posição de igualdade com qualquer pecado sexual cometido por uma pessoa heterossexual [14]. 

 
II. Em setembro de 2019 a Igreja removeu proibições previamente instituídas concernentes a filhos de homossexuais receberem as ordenanças do Evangelho. Desde então, com a autorização de seus pais, eles poderão recebê-las normalmente [15]. 


III. Em dezembro de 2019 o Family Search, site gerenciado pela Igreja e dedicado ao trabalho de história da família, passou a permitir o registro genealógico de casais do mesmo sexo [16].

 


5. Ações Simples Fazem a Diferença

 

Como último tópico deste artigo, é importante tratar de algumas ações simples que fazem a diferença e podem ajudar a fazer o que o presidente Nelson chamou de mudanças provindas "da profundidade do amor de Deus por Seus filhos, (...) independentemente da idade, das circunstâncias pessoais, do gênero, [ou] da orientação sexual" [17].


I. Essas pessoas não estão doentes. Mesmo bem intencionados, alguns membros da Igreja acabam por constranger e afastar aqueles com preferências sexuais diferentes por tentar sugerir métodos de como "tratá-las". Frequentemente estes métodos recaem no tipo de falácia discutida no tópico 3. O melhor que podemos fazer por essas pessoas é inclui-las e trata-las da mesma forma que faríamos com qualquer outra pessoa - já que as inclinações sexuais de alguém raramente importam na grande maioria das atividades diárias.


II. Certas coisas não tem graça. Ainda é comum encontrar membros da Igreja unidos em ridicularizar pessoas (inclusive de outros membros da Igreja) por coisas como seu tom de voz, preferências musicais ou linguagem corporal. Como mencionado na falácia 2 do tópico 3, as dificuldades passadas por pessoas LGBT dentro da Igreja estão muito mais associadas ao preconceito do que a proibição da prática sexual em si. Podemos tomar uma posição ativa em dar um basta em conversas ou piadas cujo propósito único é rebaixar alguém por razão de sua preferência sexual ou gostos pessoais. 


III. Este último ponto é voltado principalmente à questão da identidade de gênero. Respeitar o modo como alguém deseja ser chamado ou tratá-la pela identificação sexual preferida, ainda que seja diferente do sexo biológico, não é apenas ser educado, como é uma questão legal em certos países. Alguns membros da Igreja acreditam estar protegendo os preceitos do Evangelho ao recusar-se a chamar alguém por seu nome social ou referir-se pelos pronomes desejados. Longe de proteger alguma coisa, esse tipo de atitude cria um clima bélico que afasta essas pessoas do convívio dos santos e do amor do Salvador.

 


CONCLUSÃO

 

O propósito deste artigo é, como declarado ao longo de suas linhas, conceder ao leitor um olhar mais abrangente para a questão da comunidade LGBT, tanto na perspectiva científica e histórica, quanto nas situações práticas do cotidiano. Como já afirmado, não se busca com isso diminuir ou ignorar os mandamentos de Deus no que se refere a Lei da Castidade. O objetivo é sanar a ignorância, pois esta é a origem de todo o medo. Assim como os Santos dos Últimos Dias foram perseguidos tão brutalmente no começo de sua história por pessoas que os temiam por não os conhecerem, o mesmo pode acontecer hoje, com nossos irmãos LGBT. Conhecer nos permite desenvolver empatia e amor. Se estes sentimentos aumentaram no coração dos leitores, o propósito deste artigo terá sido satisfeito.


REFERÊNCIAS

[1] "Growing Support for Gay Marriage: Changed Minds and Changing Demographics", disponível em: https://www.pewresearch.org/politics/2013/03/20/growing-support-for-gay-marriage-changed-minds-and-changing-demographics/ 

[2] "Americans’ views flipped on gay rights. How did minds change so quickly?", disponível em: https://www.washingtonpost.com/local/social-issues/americans-views-flipped-on-gay-rights-how-did-minds-change-so-quickly/2019/06/07/ae256016-8720-11e9-98c1-e945ae5db8fb_story.html

[3] Ryan J. Wessel, "Entender e nossos irmãos e nossas irmãs LGBT", Liahona de Outubro de 2021.

[4] American Physchological Society, "Sexual Orientation & Homosexuality", disponível em: https://www.apa.org/topics/lgbtq/orientation.

[5] Jonathan Lambert, "No ‘gay gene’: Massive study homes in on genetic basis of human sexuality", Nature Magazine (Agosto de 2019). Disponível em: https://www.nature.com/articles/d41586-019-02585-6

[6] Sara Reardon, "Genetic patterns offer clues to evolution of homosexuality", Nature Magazine (Agosto de 2021). Disponível em: https://www.nature.com/articles/d41586-021-02312-0

[7] Juanita Bawagan, "Scientists explore the evolution of animal homosexuality", Imperial College London (2019). Disponível em: https://www.imperial.ac.uk/news/190987/scientists-explore-evolution-animal-homosexuality/

[8] Alguns tópicos interessantes sobre identidade de gênero podem ser encontradas no artigo: "Between the (Gender) Lines: the Science of Transgender Identity" da Harvard School for Arts and Sciences, disponível no link: https://sitn.hms.harvard.edu/flash/2016/gender-lines-science-transgender-identity/

[9] No Brasil, por exemplo, criou-se uma série de estigmas a compreensão real da identidade de gênero, encabeçadas pela "mestra" das fake news: a ideologia de gênero. É importante esclarecer que no saber acadêmico tal termo não tem significado.

[10] Hristina Byrnes, "13 countries where being gay is legally punishable by death", disponível em: https://www.usatoday.com/story/money/2019/06/14/countries-where-being-gay-is-legally-punishable-by-death/39574685/

[11] "Lawrence v. Texas", Supreme Court ruling (2003). Disponível em: https://www.law.cornell.edu/supct/html/02-102.ZS.html

[12] Cooper, S., Barry van Leeuwen, "Alan Turing: His Work and Impact." Elsevier, pp. 481–485.

[13] "Atlas da Violência 2021: faltam dados sobre população LGBTQI", disponível em: https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2021/08/31/atlas-da-violencia-2021-faltam-dados-sobre-populacao-lgbtqi.htm?cmpid=copiaecola

[14] "First Presidency Shares Messages from General Conference Leadership Session", disponível em: https://newsroom.churchofjesuschrist.org/article/first-presidency-messages-general-conference-leadership-session-april-2019

[15] "Love was behind church’s LGBT policy and its reversal, Latter-day Saint President Russell Nelson says", disponível em: https://www.sltrib.com/religion/2019/09/17/love-was-behind-churchs/ 

[16] "FamilySearch Now Provides Ability to Document Same-Sex Family Relationships", disponível em: https://newsroom.churchofjesuschrist.org/article/familysearch-document-same-sex-family-relationships

[17] Referência [15].



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